6 razões polas que a Galiza deveria ser um Estado independente

Domingo, Outubro 30, 2016 0 Permalink 21

1ª Espólio energético

A Galiza sofre um espólio energético e de recursos naturais por parte da Espanha que algúns economistas quantificam entre 3000 e 5000 milhões de Euros por ano, quantidade que equivale a mais da metade do orçamento da Xunta de Galicia e quase o 10% do PIB galego. Sendo um Estado independente na UE, a Galiza teria capacidade de impor um elevado controlo e taxação a qualquer empresa eléctrica estrangeria que quiser explorar recursos galegos. Na situação actual a Galiza não dispoe de competencias no assunto pois é o governo espanhol quem decide e quem arrecada os impostos.

Fig. 1. Producão e consumo de energia eléctrica no Reino da Espanha

Fig. 1. Producão e consumo de energia eléctrica no Reino da Espanha

2ª Espólio fiscal

Os galegos/as pagaram em 2015 impostos por valor de 12.750 milhões de Euros sem contar os impostos locais e provinciais e as cotizações à Segurança Social. Tendo em conta que o orçamento da Xunta de Galicia para esse ano foi de 8.435 milhões encontramos uma diferença de mais de 4.000 milhões de Euros que os/as galegos/as pagam a mais com respeito ao orçamento da Xunta. Certo é que a administração do central do Estado tem gastos na Galiza mas esses gastos não cobrem os 4.000 milhões que os/as galegos pagam a mais cada ano (os corpos de policia espanhola despregados na Galiza custam uns 400 milhões de Euros cada ano por exemplo).

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Fig. 2. Impostos mínimos suportados polos galegos/as em 2015

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Fig. 3. Entendendo o espólio fiscal. O caso da empresa Endesa como exemplo.

3ª Infraestruturas não pensadas nem desenhadas para Galiza

As infraestruturas que projecta e implementa o Estado espanhol na Galiza a nivel rodoviario, ferroviario, portuario e aeroportuario quase nunca respondem às verdadeiras necessidades da Galiza a nivel de mobilidade interna/externa ou quanto ao transporte de mercadorias, mas respondem unicamente aos interesses radiais de potenciar artificialmente Madrid como capital espanhola. Como exemplo indicar também que a Galiza é a única CCAA espanhola de riberia sem serviço de trem de proximidade para o deslocamento interior (o 95% dos deslocamentos populacionais).

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Fig. 4. Infraestruturas do Reino da Espanha na Galiza

4ª Economia mais dinámica e capitalizada

A galega é uma economia muito dinámica e industrializada se a comparamos com a espanhola. Assim a Galiza tem uma balança comercial e uma abertura económica muito superior à espanhola, um sector industrial mais potente, com menos desemprego, e é por sua vez uma economia mais capitalizada com muito menos déveda, tanto no sector público como no privado. A Galega é portanto uma economia muito melhor posicionada para o desenvovimento futuro daí que as estruturas dum Estado próprio no seio da UE seriam um elemento fundamental de avalancagem neste processo.

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Fig. 5. Saldo comercial Interno e Externo das CCAA espanholas em M€

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Fig. 6. Os efeitos da bolha imobiliária com relação ao crescimento do PIB. Galiza vs Espanha

5ª Sociedade mais igualitária

A galega é uma sociedade com uns niveis de desigualdade equivalentes aos dos países mais avançados da Europa nesse ámbito. A Galiza tambem possui uns índices educacionais mais elevados que a Espanha assim como uma menor taxa de fracasso escolar.

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Fig. 7. I. de Gini de desigualdade de renda.

6ª Um País completamente diferente com uma historia milenar

A Galiza é um país muito diferente à Espanha em quase todos os ámbitos, começando pola realidade cultural e línguística mas também a nivel geográfico, paisagístico e até na mentalidade pois a famosa retranca e indecisão dos galegos que os espanhóis nao acabam de entender bem não deixa de ser um carácter bastante comúm em outras sociedades atlánticas europeias como Portugal, Reino Unido, Irlanda ou os Países Baixos.

A estrutura da terra e do povoamento (a metade dos núcleos de população do Reino da Espanha estão na Galiza) também é completamente diferente. Se na Espanha a gente vive concentrada em cidades e vilas na Galiza vive dispersa por todo o território já desde época dos galaicos celtas ou do reino galaico-suevo. Se na Espanha hai latifundios, grandes e poucos proprietários de terras, na Galiza temos minífundio, pequenos e muitos proprietários de terras o que por sua vez nos coloca em consoancia com algumas das zonas mais desenvolvidas da Europa como o norte da Itália por exemplo.

A história da Galiza tampouco coincide em quase nada com a história espanhola, (cujos historiadores tentaram quase sempre ocultar e manipular mesmo inventado reinos inexistentes como o de Asturias), já desde os tempos da mesma província romana da Gallaecia fundada polo emperador Diocleciano a finais do S. III d.C. ou desde o próprio Galliciensis Regnum Suevo do S. V d.C.

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Fig. 8. A propriedade da terra na Galiza

Estes são só algúns exemplos dos inúmeros factores que nos fazem muito diferentes da Espanha e que indica que que as políticas aplicadas à realidade espanhola quase nunca casam bem com a realidade galega e polas quais dispormos um Estado independente integrado no seio da União Europeia é uma condição necessária para aprimorarmos o nosso desenvolvimento como País e a qualidade de vida na nossa sociedade.

 

 

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